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Rui Mesquita Cordeiro
Para conhecimento geral: Afirme-se entra com representação contra O Globo por veto a anúncio
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Afirme-se entra com representação contra O Globo por veto a anúncio
Por Thiago Rosa/Redação Portal IMPRENSA
A campanha Afirme-se – de defesa das políticas afirmativas- entrou com uma representação judicial contra o jornal O Globo na tarde da última segunda-feira (8). A organização não governamental baiana Omi-Dudú, que defende as ações em benefício dos afro-descendentes, alega que o veículo carioca cometeu prática econômica abusiva ao elevar em mais de 1300% o valor de anúncio da campanha.
A representação foi protocolada no Ministério Público do Rio Janeiro, a pedido do advogado João Fontoura Filho, que representa a campanha nacional. Na ação, os organizadores da Afirme-se afirmam que o jornal praticou abuso ao vetar um anúncio sobre políticas de ações afirmativas e cotas.
Segundo Fernando Conceição, professor universitário e coordenador da campanha, acordo prévio com quatro jornais (O Globo, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e Jornal A Tarde) firmava compra de espaço editorial para veiculação do anúncio. Nos jornais paulistas e no veículo baiano, a campanha foi publicada no dia 3 de março. No total, segundo a ONG, foram gastos mais de R$ 108 mil.
A campanha é realizada pela agência Propeg, que intermediou o contato com os jornais. Em O Globo, após consulta prévia, Conceição diz que o preço do anúncio foi fixado em R$ 54 mil. Após análise do material, o coordenador alega que o jornal retrocedeu e aumentou o preço para R$ 712 mil, inviabilizando a compra do espaço.
“Depois do envio do material a ser publicado, para nossa surpresa o jornal mudou de ideia, alegando que o conteúdo é expressão de opinião, sendo conteúdo editorial e não publicitário”, disse Conceição.
O anúncio faz coro para que as ações afirmativas sejam mantidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ao enaltecer as melhorias na relação econômica e social entre brancos e negros, a campanha cita estudo do Datafolha, entre 2006 e 2008, de que “60% da população é favorável” às políticas de inclusão no ensino universitário. A peça acrescenta, porém, que “tudo pode acabar se o Supremo decidir pela inconstitucionalidade das cotas”.
Na representação, os autores pedem que, em caso de comprovada irregularidade, o jornal seja punido e obrigado a publicar o anúncio a preço simbólico ou de forma gratuita.
A reportagem do Portal IMPRENSA tenta contato com o jornal O Globo para comentar o episódio.
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Fontes:
http://portalimprensa.uol.com.br/portal/ultimas_noticias/2010/03/09/imprensa34230.shtml
http://www.geledes.org.br/noticias/afirme-se-entra-com-representacao-contra-o-globo-por-veto-a-anuncio.html
http://nogueirajr.blogspot.com/2010/03/afirme-se-entra-com-representacao.html
http://news.afrobras.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=218:movimento-afirme-se-entra-com-representacao-contra-o-globo&catid=34:noticias&Itemid=55
http://www.direitoacomunicacao.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=6269&Itemid=9
http://www.stu.org.br/?q=node/575
http://www.jornalorebate.com.br/site/index.php?option=com_content&task=view&id=5069&Itemid=47
http://www.irdeb.ba.gov.br/evolucaohiphop/
http://www.google.com.br/search?hl=en&source=hp&q=Afirme-se+entra+com+representa%C3%A7%C3%A3o+contra+O+Globo+por+veto+a+an%C3%BAncio&aq=f&aqi=&aql=&oq=
Arquivado como: Equidade Racial / Racial Equity 
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| March 12, 2010 | 11:03 AM |
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Brasília: Nova etapa para o Conselho Nacional de Juventude (CONJUVE)
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Neste dia 10 de março de 2010 é empossada o 3o mandato/gestão do Conselho Nacional de Juventude (CONJUVE), em Brasília, no Hotel St. Peter. Este mandato é a gestão 2010-2011, a gestão que terá pela frente o enfrentamento da primeira eleição presidencial pela qual passará o CONJUVE, e com o desafio da consolidação do Conselho como política de Estado, através da luta pela aprovação de leis no Congresso Nacional que consolidem a PEC da Juventude, o Plano Nacional de Juventude, o Estatuto da Juventude, para a implementação de um Sistema Nacional de Juventude.
 Posse do CONJUVE, 10/Mar/2010
Ao mesmo tempo é inaugurado o II Encontro Nacional de Conselhos de Juventude do Brasil, reunindo conselheiros nacionais, estaduais e municipais de juventude. Mesmo com todas as dificuldades e desrespeito no tocante a emissão de passagens aéreas por parte da UNESCO e da SNJ, cerca de 60 conselheiros de estados e municípios das cinco regiões do Brasil já se encontram em Brasília.
Cerca de 100 Conselhos (dentre Estaduais e Municipais) se inscreveram para o II Encontro de Conselhos de Juventude do Brasil, e com o ato das inscrições uma segunda edição do Mapeamento 2010 dos Conselhos de Juventude no Brasil foi apresentado pela Comissão de Articuloação e Diálogo do CONJUVE. Este novo mapa é uma continuidade do mapa anterior, feito no final de 2008, na ocasião do I Encontro Nacional de Conselhos de Juventude do Brasil.
Clique no link para fazer o download da apresentação PowerPoint (PPT) do Mapa de Conselhos de Juventude do Brasil 2010.
2010-03-10 – Apresentacao Mapa Conselhos 2008-2010 
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Mídia e Relações Raciais no Brasil
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Cooperação internacional e sociedade civil discutem mídia e relações raciais no Brasil
Encontro abordou cobertura da grande mídia à questão racial e crescimento do debate sobre políticas de igualdade racial na sociedade brasileira
A presença dos negros na mídia e o noticiário da questão racial no Brasil estiveram em discussão na última terça-feira (19/1), no Rio de Janeiro, em reunião organizada pela Fundação Ford. O encontro reuniu cerca de 30 pessoas, entre representantes do movimento negro, jornalistas, pesquisadores, organizações de mídia e advocacy, governo brasileiro, agências de cooperação internacional e Nações Unidas.
Com a mediação de Geraldinho Vieira, consultor da Fundação Ford e vice-presidente da Andi (Agência de Notícias de Direitos da Infância), a discussão abordou a cobertura da grande mídia à temática da igualdade racial e a intensidade do debate público sobre as políticas públicas e de ação afirmativa voltadas aos afro-brasileiros. Para a representante da Fundação Ford no Brasil, Ana Toni, a conjuntura apresenta a oportunidade de “investimentos em ações pedagógicas e mais próximas da mídia” em favor da temática etnicorracial a partir de projetos como observatórios e agências de notícias, produção de conhecimento e fortalecimento de projetos de mídia etnicorracial. A reunião deu sequência a encontro realizado, em setembro de 2009, entre cooperação internacional e movimento negro.
No encontro, foram apresentadas três pesquisas sobre a cobertura da grande imprensa sobre a questão negra. Cida Bento, uma das coordenadoras do CEERT (Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades), apresentou uma pesquisa com os principais jornais brasileiros e revistas semanais no período de 2001 a 2008. O estudo verificou prevalência do discurso anticotas e políticas de ações afirmativas, abordagem da problemática do racismo pelas equipes de reportagem durante a divulgação das pesquisas com recorte etnicorracial pelo IPEA (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas) e IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). “Há concentração na divulgação das pesquisas e depois o tema praticamente some. Existe pouco proveito do tema em colunas, artigos e editoriais”, destacou Cida Bento.
Rachel Mello, diretora do Instituto de Pesquisa da FSB Comunicação, apresentou os resultados da sua dissertação de mestrado em Comunicação na Universidade de Brasília sobre a análise de discurso dos editoriais do jornal O Globo sobre a questão negra. A jornalista Carolina Trevisan, consultora da W.K. Kellogg Foundation, revelou a análise das coberturas da grande imprensa, em 2009, sobre o Estatuto da Igualdade Racial. Segundo ela, a marca mais presente é o desequilíbrio em desvantagem aos negros no que se refere às possibilidades de exposição de ideias, embora tenha observado coberturas que se diferenciaram. “A melhor cobertura da aprovação do Estatuto foi feita pelo jornal Correio Braziliense, sobretudo pelo espaço equilibrado que dedicou ao tema e por um artigo que se diferenciou de todos os outros, que contextualiza a criação do Estatuto e, portanto, dá ao leitor a dimensão real do que significa a sua aprovação”, ressaltou ela.
Mobilização social e mídia
A reunião destacou alguns momentos em que a agenda pela igualdade racial estará em evidência durante o ano, como as audiências públicas no STF (Supremo Tribunal Federal) para apreciação da constitucionalidade da reserva de vagas para negros nas universidades, a rodada do censo em que a autodeclaração etnicorracial estará no questionário base e a preparação das cidades brasileiras para os Jogos Olímpicos, como lembrou Rebecca Tavares, representante do UNIFEM Brasil e Cone Sul.
Para Sueli Carneiro, diretora de Geledés Instituto da Mulher Negra, “as ações devem ser articuladas com a dita mídia alternativa e encontrar caminhos coletivos de contra-discurso ao discurso hegemônico, que reconfigura a democracia racial no Brasil”. De acordo com Veet Vivarta, presidente da Andi, a agência pode contribuir a partir de sua experiência, embora a questão racial apresente outros desafios.
Com atuação em mídia e advocacy, Jacira Melo, coordenadora da Agência de Notícias Patrícia Galvão, apontou a necessidade de avançar no Brasil a discussão sobre novo marco regulatório dos meios de comunicação e que os projetos de comunicação devem considerar a potencialidade da convergência digital. “Precisamos estar mais equipados e com melhores ferramentas para garantir o tema na mídia”, disse Jacira Melo. Novo marco regulatório e distribuição de recursos para diferentes grupos de mídia foram os pontos defendidos por Martvs das Chagas, subsecretário de Ações Afirmativas da Seppir.
Conhecimento: melhores produções
Entre os pesquisadores negros, a aposta é a produção de conhecimento para compreensão da relação mídia e racismo. Raquel Souza, da Associação Brasileira de Pesquisadores Negros, já apresentou projeto da ABPN para a realização de pesquisas sobre mídia e racismo e incentivou as parcerias. “Temos de ter um esforço coletivo para ir além dos esforços isolados”, pontuou.
O professor universitário Júlio Tavares, da Universidade Federal Fluminense, citou o projeto A Cor da Cultura – série de documentários sobre a história dos afro-brasileiros produzidos pelo Canal Futura – como experiência bem-sucedida. Para o professor Fernando Conceição, da Universidade Federal da Bahia, a formação profissional do jornalista e o trabalho com a categoria são fatores importantes para melhorar a cobertura da temática negra na imprensa e o debate sobre racismo no Brasil. Representante da mídia negra, o Instituto de Mídia Étnica apresentou sua parceria com o jornal A Tarde, de Salvador, para formação de jornalistas negros e de disponibilizar o Instituto para o aperfeiçoamento de novos jornalistas, além do trabalho do Instituto junto às faculdades de Comunicação da Bahia.
A reunião teve as presenças da Cojira-Rio (Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial), Inesc (Instituto Nacional de Estudos Socioeconômicos), Geledés, CEERT, Andi, Instituto Patrícia Galvão, CEPIR-RJ (Coordenadoria Estadual de Promoção da Igualdade Racial do Rio de Janeiro), Fundação Ford, W.K. Kellog, Oxfam, Fundação Avina, Action Aid, IUPERJ (Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro), UFRJ, UFBA, Instituto FSB Pesquisa, UNICEF e UNIFEM Brasil e Cone Sul.
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| January 25, 2010 | 6:01 AM |
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Cuidado! Alerta Chomsky
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São várias as fontes…
Fonte 1 | Fonte 2 | Fonte 3 | Fonte 4 | etc.
Chomsky e as estratégias de manipulação

O lingüista estadunidense Noam Chomsky, que se define politicamente como “companheiro de viagem” da tradição anarquista, é considerado um dos maiores intelectuais da atualidade. Entre outros estudos, ele elaborou excelentes livros e textos sobre o papel dos meios de comunicação no sistema capitalista. É dele a clássica frase de que “a propaganda representa para a democracia aquilo que o cassetete significa para o estado totalitário”. No didático artigo abaixo, Chomsky lista as “10 estratégias de manipulação” das elites. Vale a penar ler e reler:
1- A estratégica da distração.
O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes.
A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais (citação do texto “Armas silenciosas para guerras tranqüilas”)”.
2- Crias problemas, depois oferecer soluções.
Este método também é chamado “problema-reação-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.
3- A estratégia da degradação.
Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, é suficiente aplicar progressivamente, em “degradado”, sobre uma duração de 10 anos. É dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas têm sido impostas durante os anos de 1980 a 1990. Desemprego em massa, precariedade, flexibilidade, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haviam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de forma brusca.
4- A estratégica do deferido.
Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública no momento para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, por que o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, por que o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.
5- Dirigir-se ao público como crianças de baixa idade.
A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por que?
“Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos, então, em razão da sugestionabilidade, ela tenderá, com certa probabilidade, uma resposta ou reação também desprovida de um sentido critico como a de uma pessoa de 12 anos de idade (ver “Armas silenciosas para guerras tranqüilas”)”.
6- Utilizar o aspecto emocional muito mais do que a reflexão.
Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos…
7- Manter o público na ignorância e na mediocridade.
Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada as classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre o possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossíveis para o alcance das classes inferiores (ver “Armas silenciosas para guerras tranqüilas”)”.
8- Promover ao público a ser complacente na mediocridade.
Promover ao público a achar “cool” pelo fato de ser estúpido, vulgar e inculto…
9- Reforçar a revolta pela culpabilidade.
Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema econômico, o individuo se auto-desvalida e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua ação. E sem ação, não há revolução!
10- Conhecer melhor os indivíduos do que eles mesmos se conhecem.
No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o individuo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos.
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| January 22, 2010 | 5:01 AM |
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Abdias Nascimento para o Prêmio Nobel da Paz 2010
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Convocação de Elisa Larkin Nascimento!!
PARTICIPE!!
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Venha assinar conosco! Estamos solicitando ao Presidente da República que oficialize a indicação de Abdias Nascimento ao Prêmio Nobel da Paz 2010 conforme carta cujo texto segue abaixo.
Para aderir, preencha o formulário online, clicando AQUI.
http://spreadsheets.google.com/viewform?formkey=dDN2NWlFQUVZMTN4XzJGSUNlZGdja1E6MA
Saudações!
Elisa Larkin Nascimento, Ph.D.to
IPEAFRO – Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros
Rio de Janeiro, Brasil
______________________________
Rio de Janeiro, 12 de janeiro de 2010.
Excelentíssimo senhor
Luiz Inácio Lula da Silva
Presidente da República Federativa do Brasil
Brasília
Senhor Presidente:
Cumprimentando-o cordialmente, vimos fazer-lhe o seguinte apelo:
O nome de Abdias Nascimento, que mereceu o Prêmio de Direitos Humanos do seu Governo, está indicado oficialmente ao Prêmio Nobel da Paz de 2010.
Tem o endosso dos ministros Carlos Lupi e Edson Santos, além de várias personalidades do Brasil e do exterior.
A atuação de Vossa Excelência no cenário internacional, senhor Presidente, e o sucesso das iniciativas de seu Governo vêm construindo um prestígio nunca antes alcançado pelo Brasil. Este é o momento histórico de, pela primeira vez, um cidadão brasileiro receber um Prêmio Nobel.
A generosidade e o espírito republicano de Vossa Excelência nos asseguram que não se omitirá diante dessa rica oportunidade que se apresenta ao País.
Senhor Presidente, o endosso de Vossa Excelência será fundamental para garantir o sucesso dessa indicação!
De acordo com as regras do Comitê do Prêmio Nobel, o prazo para endosso se encerra em 31 de janeiro próximo.
Respeitosamente subscrevemos, apresentando apenas algumas das organizações da sociedade civil que se juntam à nossa solicitação.
–
Elisa Larkin Nascimento, Ph.D.
IPEAFRO – Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros
Rio de Janeiro, Brasil
Clóvis Eugêneo Georges Brigagão
Diretor, Centro de Estudos das Américas, Universidade Candido Mendes
Autor da indicação de Abdias Nascimento ao Prêmio Nobel da Paz de 2010
Associação Carnavalesca Bloco Afro OLODUM (Salvador, BA)
Associação Cultural Bloco Carnavalesco ILÊ AIYÊ (Salvador, BA)
Centro de Articulação das Populações Marginalizadas – CEAP (RJ)
Centro do Teatro do Oprimido – CTO (RJ)
Coletivo Steve Biko de Direitos Humanos (Salvador, BA)
Companhia dos Comuns (RJ)
Criola – organização de mulheres negras (RJ)
Fala Preta! Organização de Mulheres Negras (SP)
Geledés – Instituto da Mulher Negra (SP)
Grupo Negrícia de Poesia e Arte de Crioulo (RJ)
Instituto de Advocacia Racial e Ambiental – IARA (RJ)
Instituto Palmares de Direitos Humanos – IPDH (RJ)
Instituto Paulo Freire (Brasil)
Instituto de Pesquisa das Culturas Negras – IPCN (RJ)
Memorial Lélia Gonzalez (RJ)
Movimento Negro Unificado – MNU (Brasil)
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| January 20, 2010 | 3:01 AM |
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Conselho Nacional de Juventude realiza sua 19ª reunião em Fortaleza (Nov/2009)
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05/Nov/2009
Conselho Nacional de Juventude realiza sua 19ª reunião em Fortaleza
O Conselho Nacional de Juventude (Conjuve) realizará sua 19ª Reunião Ordinária, nos próximos dias 9 e 10 de novembro, na cidade de Fortaleza (CE). Trata-se da segunda reunião descentralizada do Conselho, que decidiu realizar seus encontros em diversas cidades do país, a fim de fortalecer os conselhos estaduais de juventude e estimular a sua criação nos estados e municípios onde ainda não foram instituídos.
O fortalecimento dos conselhos municipais e estaduais de juventude integra as prioridades do Conjuve este ano. No Ceará, em especial, a entidade vem ampliar o diálogo que movimentos sociais e sociedade civil organizam junto ao Governo do Estado para a recriação do Conselho de Juventude do Ceará. Desde abril de 2008, com os desdobramentos da 1ª Conferência Nacional de Políticas Públicas de Juventude, o Conselho assumiu o compromisso de intensificar o diálogo com os conselhos existentes, a fim de fortalecer e ampliar esses espaços, que sempre tiveram um papel fundamental no processo de construção e consolidação da política nacional de juventude.
Com as reuniões descentralizadas, o Conjuve espera estimular a multiplicação desses espaços. Embora o país já tenha avançado nessa área, com a criação de conselhos, secretarias e coordenadorias de juventude, a cultura juvenil não está, ainda, consolidada entre os agentes políticos e gestores públicos. Ao todo, o país conta com 22 gestores estaduais e cerca de 700 gestores municipais de juventude, o que ainda é pouco considerando-se a dimensão geográfica e administrativa do Brasil.
Na capital cearense, os conselheiros vão discutir, entre outros temas, o relatório apresentado pela Câmara de Deputados das discussões do Estatuto da Juventude. A reunião dos conselheiros se dará no CUCA – Centro Centro Urbano de Cultura e Arte, Ciência e Esporte, no dia nove de novembro, e na sede do Governo estadual, o Palácio Iracema, no dia 10.
O Conjuve reúne organizações de juventude dos movimentos sociais de todo o país, órgãos do Governo Federal e entidades, como a UNE, tendo entre suas atribuições propor estratégicas de acompanhamento e avaliação da política nacional de juventude e apoiar a Secretaria Nacional de Juventude na articulação com outros órgãos da administração pública federal, governos estaduais, municipais e do Distrito Federal.
Contato: Rafael Mesquita – Comunicação IJC – (85) 8867-5620
Posted in Ação Política Juvenil / Acción Política Juvenil / Youth Politics, | Português 
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| November 5, 2009 | 1:11 AM |
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Conselho Nacional de Juventude realiza sua 19ª reunião em Fortaleza (Nov/2009)
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05/Nov/2009
Conselho Nacional de Juventude realiza sua 19ª reunião em Fortaleza
O Conselho Nacional de Juventude (Conjuve) realizará sua 19ª Reunião Ordinária, nos próximos dias 9 e 10 de novembro, na cidade de Fortaleza (CE). Trata-se da segunda reunião descentralizada do Conselho, que decidiu realizar seus encontros em diversas cidades do país, a fim de fortalecer os conselhos estaduais de juventude e estimular a sua criação nos estados e municípios onde ainda não foram instituídos.
O fortalecimento dos conselhos municipais e estaduais de juventude integra as prioridades do Conjuve este ano. No Ceará, em especial, a entidade vem ampliar o diálogo que movimentos sociais e sociedade civil organizam junto ao Governo do Estado para a recriação do Conselho de Juventude do Ceará. Desde abril de 2008, com os desdobramentos da 1ª Conferência Nacional de Políticas Públicas de Juventude, o Conselho assumiu o compromisso de intensificar o diálogo com os conselhos existentes, a fim de fortalecer e ampliar esses espaços, que sempre tiveram um papel fundamental no processo de construção e consolidação da política nacional de juventude.
Com as reuniões descentralizadas, o Conjuve espera estimular a multiplicação desses espaços. Embora o país já tenha avançado nessa área, com a criação de conselhos, secretarias e coordenadorias de juventude, a cultura juvenil não está, ainda, consolidada entre os agentes políticos e gestores públicos. Ao todo, o país conta com 22 gestores estaduais e cerca de 700 gestores municipais de juventude, o que ainda é pouco considerando-se a dimensão geográfica e administrativa do Brasil.
Na capital cearense, os conselheiros vão discutir, entre outros temas, o relatório apresentado pela Câmara de Deputados das discussões do Estatuto da Juventude. A reunião dos conselheiros se dará no CUCA – Centro Centro Urbano de Cultura e Arte, Ciência e Esporte, no dia nove de novembro, e na sede do Governo estadual, o Palácio Iracema, no dia 10.
O Conjuve reúne organizações de juventude dos movimentos sociais de todo o país, órgãos do Governo Federal e entidades, como a UNE, tendo entre suas atribuições propor estratégicas de acompanhamento e avaliação da política nacional de juventude e apoiar a Secretaria Nacional de Juventude na articulação com outros órgãos da administração pública federal, governos estaduais, municipais e do Distrito Federal.
Contato: Rafael Mesquita – Comunicação IJC – (85) 8867-5620
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| November 5, 2009 | 1:11 AM |
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Conselho Nacional de Juventude realiza sua 19ª reunião em Fortaleza (Nov/2009)
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05/Nov/2009
Conselho Nacional de Juventude realiza sua 19ª reunião em Fortaleza
O Conselho Nacional de Juventude (Conjuve) realizará sua 19ª Reunião Ordinária, nos próximos dias 9 e 10 de novembro, na cidade de Fortaleza (CE). Trata-se da segunda reunião descentralizada do Conselho, que decidiu realizar seus encontros em diversas cidades do país, a fim de fortalecer os conselhos estaduais de juventude e estimular a sua criação nos estados e municípios onde ainda não foram instituídos.
O fortalecimento dos conselhos municipais e estaduais de juventude integra as prioridades do Conjuve este ano. No Ceará, em especial, a entidade vem ampliar o diálogo que movimentos sociais e sociedade civil organizam junto ao Governo do Estado para a recriação do Conselho de Juventude do Ceará. Desde abril de 2008, com os desdobramentos da 1ª Conferência Nacional de Políticas Públicas de Juventude, o Conselho assumiu o compromisso de intensificar o diálogo com os conselhos existentes, a fim de fortalecer e ampliar esses espaços, que sempre tiveram um papel fundamental no processo de construção e consolidação da política nacional de juventude.
Com as reuniões descentralizadas, o Conjuve espera estimular a multiplicação desses espaços. Embora o país já tenha avançado nessa área, com a criação de conselhos, secretarias e coordenadorias de juventude, a cultura juvenil não está, ainda, consolidada entre os agentes políticos e gestores públicos. Ao todo, o país conta com 22 gestores estaduais e cerca de 700 gestores municipais de juventude, o que ainda é pouco considerando-se a dimensão geográfica e administrativa do Brasil.
Na capital cearense, os conselheiros vão discutir, entre outros temas, o relatório apresentado pela Câmara de Deputados das discussões do Estatuto da Juventude. A reunião dos conselheiros se dará no CUCA – Centro Centro Urbano de Cultura e Arte, Ciência e Esporte, no dia nove de novembro, e na sede do Governo estadual, o Palácio Iracema, no dia 10.
O Conjuve reúne organizações de juventude dos movimentos sociais de todo o país, órgãos do Governo Federal e entidades, como a UNE, tendo entre suas atribuições propor estratégicas de acompanhamento e avaliação da política nacional de juventude e apoiar a Secretaria Nacional de Juventude na articulação com outros órgãos da administração pública federal, governos estaduais, municipais e do Distrito Federal.
Contato: Rafael Mesquita – Comunicação IJC – (85) 8867-5620
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| November 5, 2009 | 1:11 AM |
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O Papel do Controle Público na Democratização da Gestão Pública
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Universidade Federal de Minas Gerais
Programa de Formação de Conselheiros Nacionais
Curso de Especialização em Democracia Participativa, República e Movimentos Sociais
O Papel do Controle Público na Democratização da Gestão Pública
Por: Ana Angélica Bezerra de Melo Rocha
angelica@cidadania.org.br
São Paulo, Julho de 2009
Trabalho final apresentado à Disciplina “Os Mecanismos de Controle Público: uma visão Crítica” como requisito parcial para aprovação.
Prof. Leonardo Avritzer
Tutora: Carla Ferreira Soares
1. Introdução
A discussão sobre a importância do controle público para a democratização da gestão pública implica naturalmente em uma reflexão anterior, sobre o porquê da necessidade de controle nos regimes democráticos e sobre quem deve e quem tem condições de exercer este controle, a sociedade ou o próprio Estado?
Em muitos países, as eleições são percebidas como a principal forma de controle exercido por parte da sociedade, denominado de “accountability vertical”. Por meio do voto, os cidadãos escolhem os candidatos que consideram mais aptos para representá-los e, por conseguinte, tomar as decisões mais acertadas durante o seu mandato. Caso o político não se comporte bem no exercício de sua função, as próximas eleições são a oportunidade que a população tem para puni-lo com a escolha de outro representante. Entretanto até que ponto é possível garantir que essa sistemática de fato existe? Os eleitores realmente estão preocupados em condicionar o seu voto a uma avaliação do histórico de atuação do candidato?
É interessante refletir se a legitimação dos políticos por meio das eleições tem limites. Os representantes eleitos estão autorizados a tomar qualquer decisão em nome da população respaldado apenas pelos votos que receberam? Essas reflexões levam à conclusão da necessidade de ampliar a participação política da sociedade a fim de se fortalecer e qualificar a democracia e gerar uma participação para além do voto. Participação essa que se materializa por meio de canais institucionais e não institucionais. Este último, denominado de “accountability social” por teóricos argentinos. Não é à toa que as formas de controle exercidas pela sociedade encontram na América Latina um terreno fértil para se desenvolver. Analisar esse fenômeno bem como as suas implicações práticas será um dos objetivos deste artigo.
Por outro lado, por mais intensa que seja a participação popular, ela não substitui a necessidade do controle que deve ser exercido pelo próprio Estado, denominado de “accountability horizontal”. Especialmente porque a efetividade de qualquer forma de controle está na existência e aplicação de sanções que possam modificar a realidade e, via de regra, a aplicação de sanções formais cabe ao Estado. O funcionamento não adequado desse controle administrativo tem várias conseqüências que afetam, inclusive, as formas de controle exercido pela sociedade.
Segundo Peruzzotti, existem duas correntes que se destacam no debate sobre os desafios e obstáculos das novas democracias. “Por um lado, uma literatura que tende a assumir que a existência de uma imprensa independente e de uma sociedade civil sólida e autônoma são dois elementos que contribuem para moldar e melhorar a qualidade da vida pública e institucional de regimes representativos. Por outro lado, os trabalhos acerca da qualidade da vida pública e institucional das novas democracias, que tendem a chamar atenção para os importantes déficits institucionais que afetam a maioria das novas democracias”. Peruzzotti ainda destaca que apesar da complementaridade entre essas duas correntes, elas dificilmente se juntam.
A partir dessas questões iniciais, este artigo tem como proposta não apenas analisar as diferentes formas de controle, mas principalmente a relação entre elas e a importância de haver uma interdependência entre essas formas de controle. Utilizando como pano de fundo a realidade latino-americana, mas especificamente o contexto brasileiro após a promulgação da constituição de 1988, qual tem sido o papel do controle público para democratização da gestão pública?
2. Accountability Horizontal nas Democracias Latino-americanas
O’Donnell (1998) é um dos autores que podem ser usados como referência para se compreender a questão institucional nas novas democracias. O ponto de partida é entender a ausência ou fragilidade da accountability horizontal nos países que recentemente se tornaram democracias políticas ou poliarquias. Poliarquia entendida a partir dos atributos estabelecidos por Dahl (1989), isto é: a) autoridades eleitas; b) eleições livres e justas; c) sufrágio inclusivo; d) direito de se candidatar aos cargos eletivos; e) liberdade de expressão; f) informação alternativa e g) liberdade associativa.
A partir da crença de que as poliarquias são sínteses complexas de quatro elementos: a democracia, o liberalismo, o republicanismo mais o Estado e em grande medida concomitantes com outro fenômeno – o capitalismo, O Donnell (1998) chama atenção para o fato de que a forma como esses elementos se combinam é um fator que caracteriza os regimes políticos. A origem desses regimes políticos está primeiramente na Inglaterra, seguida por França e EUA. Fora desses países de origem, como é o caso da América Latina, o que se observa é a constituição de uma proposta transplantada à imagem do império aos quais formalmente ou informalmente os países pertenciam. A expectativa inicial de que essas constituições e instituições transplantadas seriam uma garantia de modernidade política foi frustrada na prática.
A existência de uma estrutura administrativa eficiente e profissional é condição básica para o bom funcionamento da accountability horizontal que é entendida como “a existência de agências estatais que têm o direito e o poder legal e que estão de fato dispostas e capacitadas para realizar ações, que vão desde a supervisão de rotina a sanções legais ou até o impeachment contra ações ou omissões de outros agentes ou agências do Estado que possam se qualificadas como delituosas” (O’DONNELL, 1998).
Alguns fatores que são apontados para fortalecer a accountability horizontal são a existência de uma oposição forte e representativa que passe a exercer um papel importante nas agências de controle; uma rede de agências independente, mas complementares e coordenadas entre si, além de altamente profissionalizadas; um judiciário independente do Congresso e do Executivo e altamente profissional.
No Brasil, não é possível diferenciar a oposição do governo no que se refere à qualidade da atuação política. Tanto um como o outro reproduzem as velhas práticas delituosas e, portanto, gozam de pouca credibilidade junto à população. As agências muitas vezes são estigmatizadas pela falta de eficiência e ação descoordenada. E por fim o judiciário que contribui para consolidar os privilégios de uma minoria da população e que em alguns casos não se importa em assumir prerrogativas do legislativo.
No entanto vale ressaltar que a constituição brasileira de 1988 implementou uma mudança significativa no papel do Ministério Público ao lhe conferir ampla atribuição (abrangendo, inclusive, a defesa dos direitos difusos e das minorias não organizadas) e com facilidade de ser acionado pela população.
Essa fragilidade do controle administrativo, visto pela população como lento e ineficaz leva uma discussão sobre a capacidade de a sociedade controlar o governo. Em que medida o controle exercido pela população pode ser uma alternativa? Ou o controle pela sociedade seria uma forma de fortalecer e complementar o controle administrativo? Qual a sua capacidade de provocar mudanças positivas na cultura política dos países que não gozam de uma burocracia estatal bem estruturada? Além dos problemas relacionados à eficiência, há que se considerar o custo do controle administrativo em um país das dimensões do Brasil.
3. As Formas Não-Institucionais de Controle Público – Accountability Social
Como mencionado anteriormente, a ineficiência e a lentidão dos sistemas de controle administrativo nos países da América Latina serviu como estímulo para o desenvolvimento de outras formas de controle por parte da sociedade na tentativa de suprir a fragilidade da accountability horizontal. Foi criada uma série de mecanismos não-institucionais de controle, também conhecidas como accountability social, são definidas por Peruzzotti como “um conjunto diverso de iniciativas levadas a cabo por ONGs, movimentos sociais, associações civis ou a mídia independente guiados por uma preocupação comum em melhorar a transparência e a accountability da ação governamental”. Representam uma das diversas formas de politização com base na sociedade civil presentes nas novas democracias.
É possível destacar três atores mais freqüentes nessa dinâmica participativa de acordo com Peruzzotti:
- Organizações Não-Governamentais (ONGs) altamente profissionais – compostas por setores de elite da sociedade civil apresentam uma visão estrutural na medida em que buscam solução para problemas de longa data. Tem como foco o aumento da transparência das ações do governo e também o aumento da eficiência nas prestações de contas. Trabalham numa perspectiva de monitoramento cidadão. Geralmente recebem financiamento de fundações estrangeiras. Uma das principais contribuições que oferecem à sociedade é gerarem fontes de informações independentes, contrapondo-se às informações estatais.
- Movimentos Socais – geralmente de caráter pontual, aparecem devido à demanda de justiça e esclarecimentos de casos de violações de direitos humanos que ocorrem nas novas democracias. Os atores estão organizados em torno de demandas concretas, conseguem uma atenção dos meios de comunicação e um nível de mobilização social dificilmente obtido pelas ONGs profissionais.
- Jornalismo Independente – é considerado um ator fundamental e costuma atuar em duas frentes. Por um lado, como porta voz e aliado da sociedade dando voz a suas reivindicações. Por outro lado, como jornalismo de denúncia ou investigativo que a partir do acesso a informações privilegiadas revela uma situação desconhecida pela população. A sua principal contribuição está na capacidade que os meios de comunicação possuem de mobilizar a opinião pública e assim poder exercer uma pressão efetiva sobre as autoridades.
A tendência é que esses três atores tenham a sua atuação potencializada quando agem conjuntamente. No entanto, o que se observa é uma atuação isolada de cada um. O caso das ONGs profissionais e dos movimentos socais é emblemático, na medida em que as primeiras reúnem setores de elite, com alto nível educacional e os segundos, setores populares da sociedade. Esta ação fragmentada não deixa de ser reflexo da extrema segregação social e de interesses conflitantes das diferentes classes sociais que caracterizam as sociedades latino-americanas.
Na prática os mecanismos de accountability social não suprem a necessidade do controle administrativo ou accountability horizontal, mas obtém um grande êxito na medida em que cumprem um papel de denúncia das deficiências institucionais do Estado e conseguem chamar atenção da opinião pública para o fato. Segundo Peruzzotti, os mecanismos de desconfiança ajudam a fortalecer a confiança nas instituições na medida em que há uma resposta esclarecedora sobre as denúncias. Apesar de não possuir o poder de sanção formal, o controle exercido pela sociedade civil é capaz de gerar outro tipo de punição aos infratores, as sanções simbólicas as quais podem implicar na desmoralização pública e uma conseqüente derrota eleitoral de um político, por exemplo.
É importante chamar atenção para duas conseqüências negativas desse tipo de controle. As denúncias sobre a ineficiência das instituições governamentais não necessariamente implicarão em uma corrida das mesmas por melhorar seus padrões de eficiência. Fato este que pode gerar uma frustração na população ao observar que apesar das inúmeras denúncias, não há um movimento no de resposta do governo a fim de transformar a realidade. Um segundo aspecto diz respeito à ausência de punições para os casos de infração denunciados. O acúmulo de denúncias sem a observância de sanções para os acusados pode gerar um sentimento de decepção e por fim de acomodação na população ao concluir que não há solução para a situação.
Essas duas conseqüências negativas acima citadas na verdade alertam para a importância dos mecanismos de controle societal necessitarem da complementação e da ação coordenada com os mecanismos de controle administrativo. Um alto nível de politização da sociedade é bem vindo em regimes democráticos novos ou antigos. Entretanto por mais intensa que seja essa participação ela no máximo consegue complementar e fortalecer a atuação das instituições, sem jamais poder substituí-las.
4. As Formas Institucionais de Controle Público – A Experiência dos Conselhos Gestores de Políticas Públicas no Brasil
A constituição brasileira de 1988 que marcou o período de redemocratização do país tem como um de seus diferenciais a institucionalização de uma série de canais de participação política da sociedade. Dentre eles, destacam-se os conselhos gestores de políticas públicas, os quais normalmente são compostos por representantes da sociedade e do governo com o objetivo de fiscalizar a implementação de políticas públicas nos níveis municipal, estadual e federal.
Após duas décadas de funcionamento, há uma série de questionamentos se os conselhos estão ou não sendo capazes de cumprir o seu papel previsto em lei. Teixeira e Tatagiba (2008) destacam que “a bibliografia de referência sugere que essa nova institucionalidade participativa tem ocupado um lugar ainda marginal nos processos decisórios que envolvem a definição das políticas em suas áreas específicas”. As autoras chamam atenção, entretanto, para a necessidade de se reformular as expectativas inicialmente estabelecidas em relação aos conselhos a fim de se poder avançar na avaliação dessas instituições sem o risco de se chegar apenas às conclusões usuais se os conselhos cumprem ou não cumprem o seu papel.
Como objetivo de avançar na avaliação que se tem dos conselhos, Teixeira e Tatagiba (2008) propõem a utilização de uma outra metodologia de análise em que se considere para além da legislação, as funções que os conselhos estão de fato assumindo nas diversas fases de produção da política pública. Em um primeiro momento identificar que as políticas públicas possuem ao menos três fases: diagnóstico, planejamento e operacionalização. E que os conselhos não necessariamente estão presentes em todas essas fases, ao contrário disso, o seu nível de participação varia de acorso com essas fases. Em seguida, as autoras levaram em consideração a existência de outras três dimensões capazes de influenciar na dinâmica de atuação dos conselhos:
A. Natureza da política pública – o nível de incidência do conselho está relacionado com as características da política setorial ao qual está vinculado. Na prática significa dizer que os conselhos não possuem meios de se dissociar das limitaçoões da própria política.
B. Identidade política – avaliada a partir da cominação de dois indicadores: desempenho institucional e contexto de origem.
C. Atores, dinâmicas e processos – diz respeito ao perfil dos atores e a dinâmica de interação entre eles em cada conjuntura específica.
Para melhor compreensão dos pontos acima expostos, tomarei como exemplo o Conselho de Alimentação Escolar (CAE) que está vinculado ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), ou como é mais conhecido, o programa de merenda escolar. O CAE é um órgão colegiado e deliberativo que atua no âmbito dos estados e municípios, com mandato de quatro anos (com direito a uma recondução), formado por 07 integrantes da sociedade civil e do governo: 01 representante do executivo, 02 representantes de pais de alunos, 02 representantes de professores ou funcionários das escolas, 02 representantes de organizações da sociedade civil. O CAE foi criado em 1994, mas passou a atuar com esse formato deliberativo a partir de 2000. A existência deste conselho é a única exisgência do Governo Federal para que os estados e municípios recebam recursos financeiros para implementação local da política pública.
O CAE deve acompanhar a execução do PNAE e fiscalizar a aplicação dos recursos destinados ao programa. Dentre as suas atribuições, destacam-se: a) verificar a qualidade dos alimentos comprados para a merenda escolar, assim como as suas condições de transporte, armazenamento e preparo; b) apoiar o trabalho da nutricionista na elaboração dos cardápios a serem utilizados nas escolas; c) visitar as escolas ao longo do ano e verificar in loco a qualidade da merenda servida; d) acompanhar o processo licitatório para a compra de alimentos; e) receber e analisar a prestação de contas preparada pela entidade executora e emitir parecer conclusivo que deverá ser encaminhado ao FNDE com a aprovação ou não das contas (a não aprovação pode implicar em suspensão do repasse de recursos pelo governo federal).
As considerações a cerca da atuação do CAE a partir da prtoposta de análise de Teixeira e Tatagiba (2008) serão realizadas com base na vivência de campo da autora deste artigo (reunião com conselheiros em diversos estados e organização de encontros de capacitações para os mesmos) e a partir da análise de documentos, principalmente atas de eleição e posse de membros e atas de registro de reuniões de CAEs em todas as regiões do país.
Inicialmente é preciso destacar o fato de que o PNAE possue diretrizes claras para a sua implementação, definidas pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) autarquia ligada ao Ministério da Educação que é responsável pela coordenação da política pública. Portanto, é importante destcar que considerando as três etapas principais de uma política pública acima mensionadas, neste caso, o conselho tem a sua atuação majoritariamente focada na fase de operacionalização da política. Dentre as suas atribuições previstas em lei, o CAE prioriza a análise das contas e elaboração do parecer conclusivo sobre as mesmas, uma vez que a não realização deta tarefa compromete o recebimento de recursos por parte da entidade executora da política. No entanto, vale destacar duas outras atividades do CAE que começam a ganhar um destaque cada vez maior em sua agenda: a participação na elaboração dos cardápios juntamente com a nutricionista e a realização de visitas às unidades escolares com o objetivo de observar a operacionalizaçao do programa in loco. Atividades como o acompanhamento dos processos de aquisição dos gêneros alimentícios para a merenda escolar, como o acompanhamento das licitações e das entregas de mercadorias pelos fornecedores ainda são atividades que apesar de importantes, são desenvolvidas por poucos.
Um outro aspecto importante a ser considerado é o contexto de origem dos CAEs que diferentemente de outros conselhos não nasce a partir de grandes mobilizações ou articulações da sociedade civil. Ao contrario, é fruto de uma necessidade de haver um maior controle dos recursos da política pública após a decisão do Governo Federal em decentralizar a sua execução. A merenda ecolar é uma questão que não foi comprada nem pelos movimentos em defesa dos direitos da criança e do adolescente, nem pelos movimentos em prol da educação. O que se observa hoje é uma certa apropriação do tema pelo movimento de segurança alimentar e nutricional. A ausência dessa mobilização social tem um impacto direto no desempenho inetitucional dos CAEs, uma vez que os integrantes dos conselhos na maior parte das vezes não estão respaldados por organizações e movimentos que possam além de dar suporte, ajudar a qualificar a sua atuação a partir dos processos de formação política inerentes a esses grupos associativos.
É importante destacar também que a maior parte dos Conselhos de Alimentação Escolar atuam em uma realidade de pequenos municípios com menos de 20.000 habitantes. É perceptível que nesses pequenos municípios, há um menor nível de organização da sociedade civil (aspecto esse já identificado por pesquisas realizdas pelo PRODEP – Projeto de Democracia Participativa – da UFMG), além do fato de que as autoridades locais gozam de um grande poder. Estes dois fatores combinados intefere na ação dos atores que integram o conselho, bem como a dinâmica de interação entre eles influenciada de maneira a comprometer o seu desempenho pelo executivo local.
É visível que os CAEs possuem muitos desafios, mas não se pode deixar de destacar um avanço na quantidade de atribuições que os conselheiros conseguem converter em ações concretas de acompanhamento da operacionalização da política pública. Os desafios relacionados ao baixo grau de associativismo em muitos pequenos municípios brasileiros, bem como o poder de intervenção do executivo local no controle não são aspectos exclusivos desta polítrica pública ou da atuacão desse conselho, mas sim dizem respeito a questões arraigadas na realidade brasileira e que não possuem solução de curto prazo.
5. Considerações Finais
É possível observar que os novos regimes democráticos, especificamente na América Latina, conquistaram significativos avanços no que se refere ao controle da atuação governamental. Esses avanços se devem em grande medida à atuação da sociedade civil organizada em movimentos sociais e em ONGs os quais assumiram papel relevante na sociedade desde o período de lutas pela redemocratização dos países latino-americanos.
Essa mobilização social de forma criativa apresentou alternativas para a deficiência do controle administrativo ou accountability horizontal tão marcante nas burocracias estatais latino-americanas. A relevância dessa participação social consegue atualmente inflenciar países com regimes democráticos mais antigos e consolidados, o que leva a crer que uma intesificação da participação política e do controle público por parte da sociedade é relevante em todos os regimes democráticos, novos ou antigos, consolidados ou não.
Essa participação política se dá não apenas por canais não-institucionais, mas também por meio de espaços institucionais. Este artigo analisou a atuação desses espaços a partir da experiência brasileira dos conselhos gestores de políticas públicas e ressaltou a importância, a partir da metodologia de estudo proposta por Teixeira e Tatagiba (2008), de se revisitar as expectativas lançadas na época de crianção desses espaços de participação a fim de se avançar na análise sobre as contribuições oferecidas pelos conselhos ao controle público.
Entretanto é importante destacar que a particpação da sociedade civil por mais intensa e qualificada que seja, não substitui os mecanismos accountability horizontal e a capacidade inerente a eles de aplicar sanções formais aos atores que cometem delitos. Fica clara a interdependência que precisa existir entre as diferentes formas de controle e a importância do controle execido pela sociedade e pelo próprio estado. A efetividade do controle público complementado pela aplicação de sações aos casos comprovados de infração são capazes de gerar um fortalecimento crescente dos regimes democráticos.
6. Referências Bibliográficas
Peruzzotti, Enrique. A política de accountability social na América Latina. Buenos Aires – Argentina.
Teixeira, Ana Cláudia e Tatagiba, Luciana. 2008. Dinâmicas participativas institucionalizadas e produção das políticas públicas. 6º Encontro da ABCP – Unicamp – Campinas – São Paulo.
O’Donnell, Guillermo. 1998. Accountability Horizontal e novas Poliarquias. Lua Nova, N.44.
Brasil. Presidência da República. Casa Civil. Subchefia para Assuntos Jurídicos. Subchefia para Assuntos Jurídicos Lei Nº 11.947, de 16 de junho de 2009.
Weis, Bruno; Abrahão, Nuria; Belik, Walter. Gestão Eficiente da Merenda Escolar. 3ª Edição. São Paulo. Ação Fome Zero, 2007.
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Livro: Apoio Internacional ao Desenvolvimento Local: Experiências sociais com juventudes no Nordeste
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Apoio Internacional ao Desenvolvimento Local
Experiências sociais com juventudes no Nordeste
http://www.editorapeiropolis.com.br/detalhe.php?cod=201#
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Este livro analisa o empenho em construir relações positivas e legítimas entre agentes externos “financiadores” e organizações e grupos sociais locais “financiados”, em torno de determinados modelos e objetivos de intervenção social pela Fundação W. K. Kellogg. Está em foco a experiência dos Conjuntos Integrados de Projetos (CIPs) no Nordeste brasileiro, iniciativa que articulou durante dez anos atores sociais, instituições públicas e privadas de diversos territórios na busca pela transformação social.
Os artigos que compõem esta obra trazem reflexões sobre dilemas e responsabilidades, acertos e erros, indagações e resultados desse trabalho. Mostram que as ações incidem em espaços de formas organizacionais variadas, marcados por traços culturais e ideários, por trajetórias passadas, por ambientes empresariais e políticos locais. São narrativas sobre um processo relacional, com sua diversidade e suas dificuldades.
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Título: Apoio internacional ao desenvolvimento local – Experiências sociais com juventudes no Nordeste
Editora: Editora Peirópolis – São Paulo, SP, Brasil
I.S.B.N.: 9788575961193
Edição: 1a – 2009
Formato: 18×24cm
Páginas: 248
Idioma: Português
Capa: Brochura
Organizadoras:
- Leilah Landim (org.) (biografia)
- Maria Carolina Trevisan (org.) (biografia)
Lançamento:
- Quando: Dia 10/Junho/2009, das 17h às 18h30.
- Onde: Livraria Cultura – Paço Alfândega (auditório). End.: R. Madre de Deus, s/nº. Recife, PE – Brasil.
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ORELHAS
A contribuição de agências não governamentais internacionais para o desenvolvimento socioeconômico brasileiro tem inúmeras facetas. Este livro analisa o empenho em construir relações positivas e legítimas entre agentes externos “financiadores” e organizações e grupos sociais locais “financiados”, em torno de determinados modelos e objetivos de intervenção social pela Fundação W. K. Kellogg. Está em foco a experiência dos Conjuntos Integrados de Projetos (CIPs) no Nordeste brasileiro, iniciativa que articulou durante dez anos atores sociais, instituições públicas e privadas de diversos territórios na busca pela transformação social.
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Os relatos aqui registrados estão baseados na experiência vivia por consultores e especialistas que dialogaram e agiram de forma compartilhada com as comunidades locais e seus atores, o que nos possibilita ter uma compreensão realista dos processos coletivos de ação social.
Para aqueles que atuam em agências e organismos de desenvolvimento, para quem estuda e pesquisa essa área, este livro é um relato franco e aberto sobre os desafios, obstáculos e recompensas do trabalho árduo para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
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SUMÁRIO
Prefácio
Por Sérgio Haddad – Pág. 9
1. Introdução
Por Leilah Landim - Pág. 17
2. Reflexões sobre o papel dos financiadores no desenvolvimento social
Por Andrés A. Thompson - Pág. 29
3. O desenvolvimento do Nordeste brasileiro e os Conjuntos Integrados de Projetos (CIPs)
Por Rui Mesquita Cordeiro - Pág. 47
4. Jovens na linha de frente
Por Rui Mesquita Cordeiro - Pág. 71
5. Desenvolvimento local: concepção teórica e experiência dos Conjuntos Integrados de Projetos (CIPs)
Por Arturo Jordán - Pág. 87
6. As possibilidades educacionais nos Conjuntos Integrados de Projetos (CIPs)
Por Ruy Berger Filho - Pág. 119
7. Alianças estratégicas em processos de desenvolvimento local
Por Antônio Nascimento - Pág. 147
8. Apoiando e aprendendo: o papel dos agentes externos no processo de desenvolvimento local
Por Roseni Sena e Lis Hirano Wittkamper - Pág. 171
9. Estratégias de desenvolvimento local e políticas públicas
Por Beatriz Azeredo - Pág. 205
Anexo I
Referências da Fundação W. K. Kellogg - Pág. 233
Anexo II
O Nordeste dos CIPs - Pág. 235
Anexo III
Investimentos na iniciativa de Conjuntos Integrados de Projetos no Nordeste do Brasil (1999-2010) - Pág. 244
Anexo IV
Índice de abreviaturas - Pág. 247
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